O que é carência em plano de saúde? Advogado especialista em plano de saúde explica em quais casos a carência é aplicada e quando o prazo para a utilização dos serviços é de 24 horas
A carência é um período onde o paciente não pode utilizar o plano para alguns serviços específicos, salvo em caso de urgência e emergência, onde a carência de utilização do plano é de 24 horas.
Este período de carência serve para que ninguém contrate um plano de saúde apenas para realizar um procedimento ou quando se sabe estar diante de um grave risco.
O fato do paciente ter uma doença não pode, em hipótese nenhuma, impedir que ele contrate um plano de saúde. Bem por isso é que existe a carência, que impede que o paciente trate a doença que declarou como preexistente, via de regra, durante 24 meses.
Dessa forma, a operadora de saúde recebe a contraprestação devida pelo atendimento médico que será dispensado para tratar esta doença, sobretudo em casos de procedimentos e tratamentos de alta complexidade.
Vale lembrar que doença preexistente é aquela que o paciente sabe ser portador no momento em que adere ao plano de saúde.
Se a doença já existia, mas o paciente não sabia possuir a doença, então não pode ser considerada como doença preexistente.
Além disso, somente haverá carência se ela estiver prevista em contrato, inclusive para a doença preexistente.
Quando houver urgência médica ou situação de emergência que justifique a utilização do plano prontamente, o período de carência a ser cumprido é de 24 horas, contado da data da assinatura do contrato.
Quer entender mais sobre a carência no plano de saúde? Continue a leitura deste artigo.
Em casos de urgência ou emergência, a carência do plano de saúde passa a ser de 24 horas da assinatura do contrato, independente do atendimento médico necessário.
É isto que determina a Lei dos Planos de Saúde ao estabelecer o prazo máximo de carência para os atendimentos de urgência e emergência de 24 horas.
Vale destacar que quem atesta se o quadro do paciente caracteriza-se como urgência ou emergência é o médico que o atende, e o plano não pode recusar o atendimento, imputando carência maior que 24 horas.
Ou seja, após 24 horas da data em que o paciente assinou o contrato e pagou a primeira parcela ao corretor, já haverá direito de cobertura dos eventos de urgência e emergência.
E a Justiça tem garantido tal direito mesmo que o plano de saúde não tenha cadastrado o consumidor no plano e mesmo que o paciente não tenha sequer número de associado (número de carteirinha do plano de saúde).
Caso a paciente esteja grávida e ingresse posteriormente no plano de saúde, é preciso muito cuidado, pois a operadora pode exigir até 300 dias de carência para parto.
Consequentemente, o parto não será coberto em situação normal, salvo se houver algum evento que caracterize o parto como urgência e emergência.
Há, inclusive, entendimentos da Justiça de que o parto realizado até a 36ª semana se submete a carência de 6 meses (180 dias), inclusive quando não há urgência ou emergência.
De todo modo, cabe ao médico de confiança da gestante atestar a situação de urgência ou emergência.
Em caso de dúvidas, converse com um advogado especialista em ação contra plano de saúde para te orientar sobre como agir.
O prazo máximo de carência no plano de saúde é de 24 meses e refere-se ao prazo estabelecido para doenças preexistentes. De acordo com a lei, as outras carências são:
Portanto, questione se algum corretor lhe disser que o período de carência é maior do que 24 meses para doença preexistente. Ou, então, informar prazos maiores para os outros procedimentos, diferentes dos estabelecidos pela lei.
Além disso, tome muito cuidado quando lhe for informado que o plano de saúde pode isentar ou diminuir o período de carência.
Via de regra, apenas planos empresariais com mais de 30 vidas não têm carência, se alguns critérios forem seguidos. Em outros tipos de contratos, é raro que isso aconteça e o corretor pode estar te enganando.
O plano pode também comprar carência, mas essa é uma situação mais rara do que a descrita acima e, por fim, o consumidor acaba sendo prejudicado por falsas promessas que não se concretizam e que não estão em contrato.
Ou seja, é importante sempre guardar todos os documentos que o corretor lhe fornecer, e, se possível, manter as conversas salvas, sejam por email ou whatsapp, a fim de garantir os seus direitos no futuro.
Por ser muito comum os pacientes caírem em falsas promessas, o ideal é que o consumidor procure sempre um advogado especialista em plano de saúde para lhe orientar da melhor maneira.
A carência imposta pelo plano de saúde para a realização de internações clínicas e cirúrgicas não se aplica quando há situações de urgência e emergência. Nestes casos, o prazo para a cobertura do atendimento médico é de 24 horas após a assinatura do contrato com a operadora de saúde. E abrange todos os procedimentos necessários para assegurar a saúde e a vida do beneficiário. Saiba mais >>
A "carência em plano de saúde" é uma das principais razões de recusa de procedimentos nos primeiros meses após a contratação, especialmente porque, em geral, as operadoras de saúde exigem 180 dias para internação, 300 dias para carência de parto e 24 meses para doença preexistente. Saiba mais >>
Os prazos de carência para procedimentos de urgência ou emergência são de 24 horas, contando do dia em que iniciou o contrato e nenhum plano de saúde pode deixar de garantir cobertura integral após este prazo. Ou seja, se o paciente estiver no plano de saúde há mais de um dia e sofrer alguma situação de urgência ou emergência médica, a operadora de saúde não pode negar o atendimento afirmando que o paciente está em prazo de carência. Saiba mais>>
É muito comum os planos de saúde se recusarem a custear a quimioterapia, alegando que o paciente encontra-se em período de carência. Entretanto, o advogado especialista na área da saúde e também professor de Direito, Elton Fernandes, explica que a quimioterapia é considerada um procedimento de emergência. Portanto, seu prazo de carência é de 24 horas após a contratação do convênio médico. Saiba mais >>
Elton Fernandes, advogado especialista na área da saúde e também professor de Direito, explica que em casos de urgência ou emergência médica a carência será reduzida para 24 horas, a contar da data da contratação do plano de saúde, ou seja, no segundo dia, após a assinatura do contrato, não poderá haver carência para o paciente que se encontra em situações de emergência. Saiba mais >>
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Segundo o advogado Elton Fernandes, especialista em Direito da Saúde, também professor de Direito, pacientes com câncer não podem ser submetidos à carência tendo em vista que o tratamento se reveste de emergência médica. E, legalmente, os planos de saúde devem custear todos os procedimentos em urgência e emergência após 24 horas da inscrição do paciente no plano de saúde. Saiba mais >>
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Se você está grávida ou pretende engravidar e ter seu bebê em uma maternidade privada, saiba tudo sobre carência do plano de saúde e entenda as particularidades. Em regra, o prazo de carência para parto é de 300 dias a contar da data da contratação do plano de saúde, mas há situações em que este prazo pode ser reduzido, especialmente se o parto tiver que ser realizado antes da 37ª semana. Leia mais >>
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Escrito por:
Elton Fernandes, advogado especialista em ações contra planos de saúde, professor de pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar da USP de Ribeirão Preto, da Escola Paulista de Direito (EPD) e do Instituto Luiz Mário Moutinho, em Recife, professor do Curso de Especialização em Medicina Legal e Perícia Médica da Faculdade de Medicina da USP e autor do livro "Manual de Direito da Saúde Suplementar: direito material e processual em ações contra planos de saúde". |