Plano de saúde deve fornecer erlotinibe (Tarceva®)? Entenda seus direitos

Plano de saúde deve fornecer erlotinibe (Tarceva®)? Entenda seus direitos

Data de publicação: 19/05/2026

Conteúdo atualizado em 13 de outubro de 2026.

O erlotinibe (Tarceva®) é uma terapia-alvo oral usada no câncer de pulmão de não pequenas células com mutação do gene EGFR, e não um quimioterápico. Uma caixa com 30 comprimidos de 150 mg do medicamento de referência tem Preço Máximo ao Consumidor de R$ 17.667,88 na lista da CMED/Anvisa de 9 de setembro de 2026, o que corresponde a um mês de tratamento na dose padrão.

Existem três caminhos para obter o medicamento sem pagar esse valor. O erlotinibe está no rol da ANS, na Diretriz de Utilização nº 64, o que torna a cobertura pelo plano de saúde obrigatória nas condições ali descritas. E está no SUS desde 2013, incorporado pelo Ministério da Saúde para o câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático com mutação de EGFR. Fora dessas condições, a discussão é de cobertura fora do rol e passa pelos critérios que o STF fixou na ADI 7.265.

Embora o medicamento já possua previsão no Rol de Procedimentos e Eventos da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para algumas indicações, ainda existem casos em que pacientes enfrentam negativas de cobertura, principalmente quando a recomendação médica não se enquadra integralmente nas Diretrizes de Utilização Técnica (DUTs) da agência reguladora.

Três fundamentos concentram as negativas: o não enquadramento no critério da Diretriz de Utilização, o fato de o medicamento ser tomado em casa e a indicação que não consta do rol, como a de câncer de pâncreas.

Em muitos casos, a Justiça tem reconhecido a possibilidade de fornecimento do medicamento de alto custo pelo plano de saúde, sobretudo diante da recomendação médica fundamentada.

O texto a seguir reúne os aspectos jurídicos da cobertura do erlotinibe (Tarceva®) pelos planos de saúde e pelo SUS, com a norma aplicável a cada situação.

Continue a leitura para entender:

  • Para que serve erlotinibe?
  • O erlotinibe é quimioterapia?
  • O que diz a bula do erlotinibe?
  • Quanto custa o medicamento erlotinibe?
  • Quem paga o erlotinibe: plano de saúde, SUS ou desembolso próprio
  • O erlotinibe (Tarceva®) é um medicamento de cobertura obrigatória por todos os planos de saúde?
  • O erlotinibe está no rol da ANS? O que exige a DUT nº 64
  • Como se comprova a mutação nos éxons 19 ou 21
  • O erlotinibe é comprimido de uso em casa: o que diz a Lei 9.656/98
  • O plano cobre o erlotinibe para câncer de pâncreas?
  • Por que os planos de saúde negam o fornecimento do erlotinibe (Tarceva®) para o tratamento do câncer de pulmão?
  • O que o STF decidiu na ADI 7.265 e os cinco critérios cumulativos
  • O SUS fornece erlotinibe? O que mudou desde a incorporação de 2013
  • Há jurisprudência que confirma a obrigação dos convênios em fornecer o erlotinibe?
  • O que fazer se o plano de saúde se negar a fornecer o erlotinibe para o tratamento do câncer de pulmão?
  • É preciso esperar muito para iniciar o tratamento com o erlotinibe após a ação judicial?
  • Perguntas frequentes sobre o erlotinibe e o plano de saúde
Fale com um advogado especialista em planos de saúde Fale com um advogado especialista em planos de saúde
Erlotinibe Tarceva pelo plano de saúde
Imagem de rawpixel.com no Freepik

Para que serve o erlotinibe?

O erlotinibe é um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de câncer, especialmente o câncer do pulmão. 

Ele participa da classe de medicamentos chamada inibidores de tirosina quinase, que atua bloqueando a ação de enzimas específicas envolvidas no crescimento das células cancerígenas. 

Esse medicamento é frequentemente prescrito para o tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático. 

Além disso, também pode ser utilizado em casos de câncer de pulmão localmente avançado ou em pacientes com mutações ativadoras do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR).  

O erlotinibe funciona inibindo a atividade do receptor do EGFR, ajudando a diminuir o crescimento do tumor e a impedir sua disseminação. 

A presença da mutação de EGFR é o que define quem pode usar o medicamento. Sem ela, o erlotinibe não tem o alvo sobre o qual age, e esse detalhe clínico é também o critério jurídico que a ANS usa para definir a cobertura obrigatória.


O erlotinibe é quimioterapia?

Não. O erlotinibe é uma terapia-alvo oral, não um quimioterápico. A quimioterapia convencional age sobre células que se multiplicam rápido, sem distinguir tumor de tecido saudável. O erlotinibe bloqueia uma proteína específica, o receptor do fator de crescimento epidérmico, presente nas células com a mutação do gene EGFR.

A distinção tem consequência jurídica direta. Como o erlotinibe é tomado em comprimido, em casa, a operadora costuma tratá-lo como medicamento de uso domiciliar, categoria que a Lei 9.656/98 exclui da cobertura mínima. O que traz o erlotinibe de volta para a cobertura obrigatória é a regra específica dos antineoplásicos orais, tratada mais adiante.

Na prática, o erlotinibe pode ser usado depois de um esquema de quimioterapia, ou como terapia de manutenção após ela, mas não é ele próprio quimioterapia.


O que diz a bula do erlotinibe?

Em bula, o erlotinibe, comercialmente conhecido como Tarceva®, é indicado para:

  • tratamento de primeira linha de pacientes com câncer de pulmão do tipo não pequenas células (CPNPC), localmente avançado ou metastático, com mutações ativadoras de EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico).
  • terapia de manutenção a pacientes com câncer de pulmão do tipo não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático que não tenham progredido na primeira linha de quimioterapia.
  • tratamento de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), localmente avançado ou metastático (estádios IIIb e IV), após a falha de pelo menos um esquema quimioterápico prévio. 
  • tratamento de primeira linha, em combinação com gencitabina, de pacientes com câncer de pâncreas localmente avançado, irressecável ou metastático.

Note que, em bula, o Tarceva® é recomendado para o tratamento de diferentes situações relacionadas ao câncer de pulmão. No entanto, a cobertura prevista no rol da ANS acaba restrita a uma condição.

São quatro indicações em bula e apenas uma delas está na Diretriz de Utilização da ANS. As outras três, a terapia de manutenção, a linha posterior à falha de quimioterapia e o câncer de pâncreas, ficam fora do critério administrativo e são as que concentram a negativa.

Além disso, o fato de determinada indicação terapêutica não se enquadrar integralmente nos critérios administrativos da ANS não impede, por si só, a análise sobre a cobertura do medicamento, sobretudo em razão da necessidade clínica do tratamento.

Uma mudança recente de titularidade vale registro, porque aparece no preço e na disponibilidade. O registro do Tarceva® foi transferido da Produtos Roche para a Biopas Brasil Produtos Farmacêuticos, conforme publicação no Diário Oficial da União de 17 de março de 2025. A Biopas passou a comercializar o produto em 15 de junho de 2025 e a Roche encerrou suas vendas em 12 de dezembro de 2025, segundo o comunicado oficial da própria Roche. O detentor global do produto é a Cheplapharm.


Quanto custa o medicamento erlotinibe?

O preço do erlotinibe é regulado, e o valor oficial está na lista de conformidade da CMED/Anvisa. Na lista de 9 de setembro de 2026, a caixa com 30 comprimidos de 150 mg do Tarceva®, que é o medicamento de referência, tem Preço Máximo ao Consumidor de R$ 17.667,88, enquanto a mesma apresentação em genérico fica entre R$ 11.355,79 e R$ 11.484,12.

A CMED publica dois valores por apresentação. O Preço Fábrica (PF) é o teto de venda do laboratório para farmácias e distribuidores. O Preço Máximo ao Consumidor (PMC) é o teto que a farmácia pode cobrar do paciente. Os valores abaixo consideram alíquota de ICMS de 18%.

Apresentação (caixa com 30 comprimidos)

Tarceva® (referência), PF

Tarceva® (referência), PMC

Genérico, PMC

25 mg

R$ 3.530,29

R$ 4.866,14

R$ 3.127,65 a R$ 3.162,98

100 mg

R$ 11.279,68

R$ 15.547,86

R$ 9.993,20 a R$ 10.106,11

150 mg

R$ 12.817,71

R$ 17.667,88

R$ 11.355,79 a R$ 11.484,12

Fonte: lista de conformidade da CMED/Anvisa de 9 de setembro de 2026, coluna de ICMS 18%. O Tarceva® consta com os registros nº 1.0100.0651 (Produtos Roche) e nº 1.8977.0008 (Biopas Brasil). Os genéricos de cloridrato de erlotinibe são fabricados por Sandoz, Dr. Reddy's, Camber, Eugia e Biotec, e há ainda os similares Rocab (EMS), Temblar (Aché), Egrotibê (Dr. Reddy's) e Erlok (Camber), cujo PMC do 150 mg fica entre R$ 16.585,04 e R$ 17.463,45.

A dose padrão no câncer de pulmão é de 150 mg por dia, ou seja, uma caixa de 30 comprimidos por mês. No PMC do medicamento de referência, isso representa cerca de R$ 212 mil por ano de tratamento contínuo. No genérico, cerca de R$ 136 mil por ano.

Por se tratar de um medicamento de alto custo, muitos pacientes enfrentam dificuldades para arcar integralmente com o tratamento e buscam a cobertura pelo plano de saúde.


Quem paga o erlotinibe: plano de saúde, SUS ou desembolso próprio

Quem paga depende de três coisas: o tipo de acesso à saúde, a indicação prescrita e o enquadramento no critério da ANS ou do SUS. O medicamento não precisa ser comprado pelo paciente na maioria dos cenários, e cada via tem uma norma própria.

Via de acesso

Quem paga

Norma que rege

O que o beneficiário precisa

SUS, via administrativa

O serviço de oncologia habilitado (Cacon ou Unacon), com recurso federal

Incorporação pelo Ministério da Saúde em 7 de novembro de 2013, para CPNPC avançado ou metastático com mutação de EGFR

Atendimento em serviço habilitado em oncologia e laudo que comprove a mutação de EGFR

Plano de saúde, cobertura obrigatória

A operadora

Rol da ANS, Anexo II da RN nº 465/2021, Diretriz de Utilização nº 64

Prescrição do médico assistente e enquadramento no critério da DUT nº 64

Plano de saúde, fora do critério da DUT

A operadora, se atendidos os critérios do STF

ADI 7.265 (STF, 18 de setembro de 2025), cinco critérios cumulativos

Prescrição fundamentada, relatório médico e evidência científica da indicação

Via judicial contra o poder público

União, estado ou município

CF, art. 196, e a jurisprudência aplicável à indicação prescrita

Negativa administrativa documentada e relatório médico

Desembolso próprio

O paciente

Preço regulado pela CMED

Nada, mas é a via mais custosa, de R$ 136 mil a R$ 212 mil por ano na dose padrão

A ordem prática costuma ser esta: verificar o enquadramento no critério da DUT nº 64, pedir a cobertura à operadora por escrito e, em paralelo, verificar o acesso pelo serviço de oncologia do SUS. O desembolso próprio é a última hipótese, e é também a que sustenta a maior parte das ações sobre liberação de medicamentos fora do rol da ANS.

Guia sobre reajuste do plano de saúde Guia sobre reajuste do plano de saúde

O erlotinibe (Tarceva®) é um medicamento de cobertura obrigatória pelos planos de saúde?

Planos de saúde devem fornecer o Erlotinibe (Tarceva®) para o tratamento do câncer de pulmão

Diante da recomendação médica fundamentada na ciência, é dever do plano de saúde cobrir o tratamento com o erlotinibe (Tarceva).

Este medicamento tem registro sanitário ativo na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é indicado para o tratamento do câncer de pulmão, incluindo casos de câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), localmente avançado, metastático ou com mutações ativadoras de EGFR. Na lista de conformidade da CMED/Anvisa de 9 de setembro de 2026, o Tarceva® aparece sob os registros nº 1.0100.0651 e nº 1.8977.0008, e há genéricos e similares com registro próprio.

O registro é bem anterior ao que costuma se supor. A própria Anvisa publicou carta aos profissionais de saúde sobre o Tarceva® em 28 de junho de 2016, e o Ministério da Saúde incorporou o erlotinibe ao SUS em 2013, dois fatos que pressupõem registro sanitário anterior.

Além disso, o erlotinibe já possui previsão no rol da ANS para algumas indicações específicas. No entanto, podem surgir discussões sobre cobertura quando a prescrição médica não se enquadra integralmente nas DUTs estabelecidas pela agência reguladora.

De modo geral, a legislação dos planos de saúde prevê cobertura para doenças listadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), especialmente quando há indicação médica fundamentada e respaldo técnico-científico para o tratamento prescrito.

Nessas situações, a análise da cobertura pode envolver não apenas o rol da ANS, mas também aspectos relacionados ao quadro clínico do paciente, à prescrição médica, às evidências científicas disponíveis e ao entendimento adotado pelos tribunais em casos semelhantes.

Por esse motivo, mesmo em situações que envolvam discussão sobre as diretrizes da ANS ou cobertura contratual, existem decisões judiciais reconhecendo a possibilidade de fornecimento do erlotinibe (Tarceva®) pelos planos de saúde.


O erlotinibe está no rol da ANS? O que exige a DUT nº 64

Sim. O cloridrato de erlotinibe é nominado no rol da ANS, no Anexo II da Resolução Normativa nº 465/2021, dentro da Diretriz de Utilização nº 64, chamada "Terapia Antineoplásica Oral para Tratamento do Câncer". Não se trata de medicamento fora do rol.

O texto da diretriz, no Anexo II da RN nº 465/2021, condiciona a cobertura a uma única indicação, reproduzida abaixo.

  • tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células não escamoso, quando indicado em primeira linha nos pacientes com doença metastática ou irressecável com mutação nos éxons 19 ou 21

A leitura desse critério é a chave da página, e cabe em duas frases. Dentro do critério da DUT nº 64, a cobertura é obrigatória e a discussão é administrativa, não judicial: basta a prescrição do médico assistente e o laudo que comprove a mutação. Fora do critério, a discussão passa a ser de cobertura fora do rol, regida pelos cinco critérios da ADI 7.265.

A tabela abaixo cruza as quatro indicações em bula com o que consta do rol e do SUS.

Indicação

Em bula

Na DUT nº 64 do rol da ANS

No SUS

CPNPC não escamoso, primeira linha, doença metastática ou irressecável, mutação nos éxons 19 ou 21

Sim

Sim

Sim, desde 2013

CPNPC, terapia de manutenção após primeira linha de quimioterapia

Sim

Não

Não padronizado para essa indicação

CPNPC estádios IIIb e IV, após falha de esquema quimioterápico prévio

Sim

Não

Não padronizado para essa indicação

Câncer de pâncreas avançado, irressecável ou metastático, em combinação com gencitabina

Sim

Não

Não padronizado para essa indicação

A DUT é o instrumento que a operadora usa com mais frequência para recusar a cobertura, e vale entender como a Diretriz de Utilização interfere na liberação de tratamentos antes de aceitar a negativa como definitiva.


Como se comprova a mutação nos éxons 19 ou 21

A comprovação é feita por laudo de biologia molecular do tumor, que identifica se há deleção no éxon 19 ou a mutação pontual no éxon 21 do gene EGFR. Sem esse laudo, a operadora tem argumento formal para negar, porque o critério da DUT nº 64 depende do resultado do exame.

O exame é feito em amostra da biópsia do tumor ou, quando não há material suficiente, em amostra de sangue. O pedido parte do médico assistente e o resultado precisa constar do laudo, não apenas do relatório clínico.

Há um segundo ponto de atrito, anterior ao medicamento: a negativa do próprio exame de mutação. A operadora às vezes autoriza o teste e nega o medicamento, ou nega o teste alegando ausência de previsão. O tratamento oncológico é matéria da Súmula 96 do Tribunal de Justiça de São Paulo, que considera abusiva a recusa de cobertura de tratamento sob o argumento de sua natureza experimental ou de não estar previsto no rol, e a jurisprudência tem estendido esse raciocínio ao exame que condiciona a prescrição. O texto integral está no compilado de súmulas do TJSP.


O erlotinibe é comprimido de uso em casa: o que diz a Lei 9.656/98

O erlotinibe é tomado por via oral, em casa, e isso cria um fundamento de negativa próprio. O art. 10, VI da Lei nº 9.656/98 autoriza a exclusão do "fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar" do plano-referência, e é esse dispositivo que a operadora invoca para dizer que não paga remédio que o paciente leva para casa.

A mesma lei traz as exceções que alcançam o erlotinibe. O art. 12, I, "c" e o art. 12, II, "g" incluíram na cobertura obrigatória os medicamentos antineoplásicos orais de uso domiciliar, com o controle de efeitos adversos e a adesão ao tratamento. A redação vigente desses dispositivos vem da Lei nº 12.880/2013, que é justamente a lei que trouxe o antineoplásico oral para dentro do rol.

A consequência é direta. A exclusão do medicamento domiciliar não se aplica ao antineoplásico oral, e o erlotinibe é antineoplásico oral. O Superior Tribunal de Justiça consolidou essa leitura em julgado de 14 de julho de 2021, ao fixar que o plano de saúde não é obrigado a cobrir medicamento de uso domiciliar salvo as exceções legais, e o antineoplásico oral é uma delas.

Vale distinguir esse ponto do caso dos medicamentos domiciliares em geral, que seguem regra diferente e estão tratados na discussão sobre liberação de medicamentos de uso domiciliar pelo plano de saúde.


O plano cobre o erlotinibe para câncer de pâncreas?

A indicação de câncer de pâncreas consta da bula, mas não consta da Diretriz de Utilização nº 64. O uso previsto em bula é o de primeira linha, em combinação com gencitabina, no câncer de pâncreas localmente avançado, irressecável ou metastático. Por não estar na DUT, a negativa da operadora nessa hipótese é frequente e vem com o argumento de ausência de previsão no rol.

Nesse cenário a discussão deixa de ser administrativa e passa a ser de cobertura fora do rol, sujeita aos cinco critérios da ADI 7.265 tratados na seção seguinte. O ponto que favorece o beneficiário é que a indicação está em bula aprovada pela Anvisa, ou seja, não é uso off label: o registro sanitário alcança a indicação, o que atende de forma direta dois dos cinco critérios.


Por que os planos de saúde negam o fornecimento do erlotinibe (Tarceva®) para o tratamento do câncer de pulmão?

Uma das principais justificativas utilizadas pelos planos de saúde para negar o fornecimento do erlotinibe (Tarceva®) está relacionada aos critérios previstos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS e às Diretrizes de Utilização Técnica aplicáveis ao medicamento.

Embora o erlotinibe já possua previsão no rol da ANS para o câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), podem ocorrer negativas quando a prescrição médica não se enquadra integralmente nos critérios administrativos definidos pela agência reguladora:

  • tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células não escamoso, quando indicado em primeira linha nos pacientes com doença metastática ou irressecável com mutação nos éxons 19 ou 21

Quando o paciente não atende a esses critérios, as operadoras alegam ausência de obrigação contratual.

Há ainda um terceiro tipo de recusa, que não é sobre o direito ao medicamento e sim sobre qual apresentação será fornecida: a operadora autoriza o genérico de cloridrato de erlotinibe em lugar do Tarceva® prescrito, ou o contrário. A diferença de preço entre os dois é grande, como mostra a tabela de custos, e a definição de qual apresentação atende o caso é do médico assistente, cuja autonomia é o primeiro dos critérios fixados pelo STF. A prescrição que indica a apresentação e justifica a escolha é o documento que resolve essa discussão.

No entanto, a discussão sobre cobertura não se limita exclusivamente ao rol da ANS. A legislação, a análise do caso concreto e o entendimento dos tribunais também podem ser considerados na avaliação da obrigatoriedade de fornecimento do tratamento indicado pelo médico responsável.

Em diversas decisões judiciais, tem sido reconhecido que a ausência de previsão específica no rol da ANS ou o não enquadramento integral nos critérios administrativos da agência não impedem, por si só, a análise da necessidade clínica do medicamento, especialmente quando há respaldo técnico-científico para a prescrição médica.

A Lei nº 9.656/98 e a jurisprudência admitem a cobertura de tratamentos não previstos expressamente no rol da ANS, mas desde setembro de 2025 essa possibilidade tem critérios definidos pelo Supremo Tribunal Federal, e não depende apenas de haver prescrição e evidência científica. Os critérios estão na seção seguinte.


O que o STF decidiu na ADI 7.265 e os cinco critérios cumulativos

Em 18 de setembro de 2025, ao julgar a ADI 7.265, o Supremo Tribunal Federal fixou cinco critérios que precisam estar presentes ao mesmo tempo para que o plano de saúde seja obrigado a custear tratamento que não consta do rol da ANS. Relatoria do ministro Luís Roberto Barroso. A decisão está resumida no comunicado oficial do STF.

Os cinco critérios são cumulativos, ou seja, a ausência de um afasta a obrigação:

  1. prescrição por médico ou odontólogo assistente habilitado;
  2. inexistência de negativa expressa de incorporação do tratamento pela ANS, ou ausência de conclusão do processo de análise em prazo razoável;
  3. inexistência de alternativa terapêutica adequada já prevista no rol da ANS para a condição do paciente;
  4. comprovação de eficácia e segurança do tratamento à luz da medicina baseada em evidências;
  5. registro do medicamento ou produto na Anvisa.

Esse regime substituiu o anterior. A Lei nº 14.454/2022 previa dois critérios alternativos, e bastava um deles. Páginas e pareceres que descrevem o regime de dois critérios como vigente estão desatualizados. A tabela abaixo mostra qual regime se aplica conforme a data da negativa.

Data da negativa de cobertura

Regime aplicável

Até 20 de setembro de 2022

Regime anterior à Lei nº 14.454/2022, com o rol interpretado pela jurisprudência do STJ

De 21 de setembro de 2022 a 17 de setembro de 2025

Lei nº 14.454/2022, com dois critérios alternativos

A partir de 18 de setembro de 2025

ADI 7.265, com os cinco critérios cumulativos

No caso do erlotinibe, dois dos cinco critérios são atendidos com facilidade: o medicamento tem registro na Anvisa e as indicações discutidas estão em bula, o que cobre o requisito de eficácia comprovada. O critério que costuma concentrar a controvérsia é o terceiro, a inexistência de alternativa no rol, porque a operadora argumenta que existe outra opção coberta para a mesma condição. A resposta a esse argumento é técnica e individual: cabe ao médico assistente demonstrar, no relatório, por que a alternativa apresentada pela operadora não atende o quadro do paciente. A discussão sobre o rol da ANS como lista exemplificativa é o pano de fundo dessa análise.


O SUS fornece erlotinibe? O que mudou desde a incorporação de 2013

Sim. O erlotinibe foi incorporado ao SUS em 7 de novembro de 2013, por ato do Ministério da Saúde publicado no Diário Oficial da União de 8 de novembro de 2013, para o tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático com mutação de EGFR, em primeira linha. O gefitinibe foi incorporado no mesmo ato e com a mesma redação de indicação. Os textos estão disponíveis no ato de incorporação publicado no DOU e no relatório de recomendação da Conitec sobre o erlotinibe.

Há um detalhe nesse ato que explica boa parte das ações judiciais contra o poder público envolvendo o medicamento. A incorporação foi feita sem criação de novo procedimento, sem alteração do valor dos procedimentos existentes e sem modificação do modelo de financiamento da quimioterapia no SUS.

Na prática, isso significa que o SUS não passou a comprar e dispensar o erlotinibe em farmácia própria. A oncologia no SUS é financiada por procedimento: o hospital habilitado em oncologia, chamado Cacon ou Unacon, recebe um valor por procedimento de quimioterapia e é ele que adquire e fornece o medicamento ao paciente. Quando o valor do procedimento não cobre o custo do medicamento, o serviço tende a não oferecer a terapia-alvo, e o paciente ouve que o SUS não tem o remédio, mesmo estando ele incorporado.

O segundo ponto é o protocolo. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas aplicável ao câncer de pulmão segue pendente de atualização, e o Ministério da Saúde sinalizou a priorização dessa revisão. O acompanhamento é feito na página de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas da Conitec. A defasagem do protocolo é um dos argumentos usados na via administrativa para recusar a dispensação.

Duas consequências jurídicas decorrem desse quadro. A primeira é que, para a indicação incorporada, o pedido ao poder público é de fornecimento de tratamento já padronizado, o que é situação distinta e mais simples do que a do medicamento não incorporado. O STJ Tema 106, que exige três requisitos cumulativos, e o STF Tema 1234, julgado em 13 de setembro de 2024 e que fixou a competência conforme o custo anual do tratamento, foram construídos para medicamento não padronizado no SUS. Aplicá-los à indicação já incorporada do erlotinibe é erro de enquadramento comum.

A segunda é que, para as indicações fora do que foi incorporado, como a terapia de manutenção, a linha posterior e o câncer de pâncreas, o Tema 106 e o Tema 1234 voltam a ser o quadro de referência, porque aí se trata de medicamento não padronizado para aquela condição.

O caminho administrativo do SUS e a documentação necessária estão detalhados na explicação sobre como conseguir remédio pelo SUS e no material sobre medicamento de alto custo pelo SUS.


Há jurisprudência sobre o fornecimento do erlotinibe (Tarceva®) pelos planos de saúde?

Sim. Existem decisões judiciais que reconheceram a possibilidade de fornecimento do erlotinibe (Tarceva®) por planos de saúde, especialmente quando há prescrição médica fundamentada e discussão sobre a negativa de cobertura do tratamento.

Confira um exemplo de decisão judicial:

Plano de saúde. Ação de obrigação de fazer c.c. antecipação dos efeitos da tutela. Autora portadora de "neoplasia maligna de pulmão" (CID10-C34) e necessita do remédio "Tacerva" (Erlotinibe)" para tratamento da doença. Negativa de cobertura de medicamento prescrito por médico oncologista pelo fato de não constar no rol da ANS. Abusividade se há expressa indicação médica. Compete ao plano estabelecer quais doenças são cobertas, mas não o tipo de tratamento que o paciente deve ser submetido. Aplicação das súmulas 96 e 102 deste TJSP. Quantum indenizatório fixado com razoabilidade. Honorários que devem ser fixados, no caso, de acordo com o art. 85, § 2º, do CPC. Sentença mantida. Recursos desprovidos.

Uma ressalva de atualidade sobre essa ementa. Ela aplica as Súmulas 96 e 102 do Tribunal de Justiça de São Paulo, e o TJSP revogou as Súmulas 100 e 102 em 10 de setembro de 2025. A Súmula 96 segue em vigor e é a que sustenta a abusividade da negativa de tratamento oncológico. A Súmula 95, também em vigor, trata da recusa de fornecimento de medicamento associado a tratamento quimioterápico. O texto atualizado das súmulas está no compilado oficial do TJSP. Decisões anteriores a setembro de 2025 que citam a Súmula 102 continuam válidas como precedente, mas o fundamento de uma ação nova precisa se apoiar nas súmulas vigentes.

As decisões judiciais podem variar conforme as particularidades de cada caso, incluindo o quadro clínico do paciente, a documentação médica apresentada, o tipo de contrato e os fundamentos utilizados pela operadora para justificar a negativa de cobertura.

Por esse motivo, a existência de jurisprudência favorável em casos semelhantes não representa garantia de resultado em eventual ação judicial, sendo necessária análise individualizada da situação concreta.


O que fazer se o plano de saúde se negar a fornecer o erlotinibe para o tratamento do câncer de pulmão?

Em caso de negativa de cobertura do erlotinibe (Tarceva®), é importante reunir informações e documentos relacionados ao tratamento indicado e aos motivos apresentados pela operadora de saúde.

A avaliação da legalidade da recusa depende do fundamento apresentado pela operadora, e cada um deles se resolve por um caminho diferente: o não enquadramento na DUT nº 64, a alegação de uso domiciliar ou a indicação que não consta do rol.

Entre os principais cuidados que podem auxiliar na análise da situação, estão:

Solicitar a negativa por escrito: o beneficiário pode pedir que o plano de saúde apresente formalmente os motivos da recusa de cobertura do medicamento.

A operadora tem prazo para responder. A ANS fixa prazos máximos de atendimento conforme o tipo de procedimento, publicados na página de prazos máximos de atendimento. O silêncio da operadora dentro do prazo equivale à negativa para efeito de comprovação, e a ausência de resposta formal não impede a discussão da recusa.

Obter relatório médico detalhado: é importante que o médico responsável descreva o histórico clínico do paciente, a indicação do tratamento, os fundamentos técnicos da prescrição e a necessidade do uso do erlotinibe no caso específico.

No caso do erlotinibe, o relatório precisa responder a três pontos específicos: o tipo histológico e o estadiamento do tumor, o resultado do laudo de mutação de EGFR com o éxon identificado, e a razão pela qual eventual alternativa oferecida pela operadora não atende o quadro. Esse terceiro ponto endereça diretamente o terceiro critério da ADI 7.265. O peso desse documento na análise da cobertura está detalhado na explicação sobre a importância do relatório médico.

Reunir documentação do tratamento e do contrato: exames, prescrição médica, documentos do plano de saúde e eventual comunicação da operadora podem ser relevantes para análise técnica e jurídica da situação.

No erlotinibe, o laudo de biologia molecular do EGFR é o documento decisivo, porque é ele que liga o caso ao critério da Diretriz de Utilização.

Dependendo das circunstâncias do caso, pode haver discussão judicial sobre a cobertura do medicamento, especialmente quando houver prescrição médica fundamentada e controvérsia relacionada às diretrizes da ANS ou à cobertura contratual.


É preciso esperar muito para iniciar o tratamento com o Erlotinibe após uma ação judicial?

O prazo para início do tratamento pode variar conforme as particularidades do caso e o entendimento do Judiciário responsável pela análise do pedido.

Em situações consideradas urgentes, é possível que a ação judicial seja proposta com pedido de tutela de urgência, também conhecida como liminar.

Esse mecanismo jurídico permite ao juiz analisar, de forma antecipada, a possibilidade de concessão da medida antes do julgamento definitivo do processo.

A base legal é o art. 300 do Código de Processo Civil, que autoriza a tutela de urgência quando há probabilidade do direito e perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo. Nas ações sobre medicamento oncológico, a documentação que demonstra os dois requisitos é a mesma: a prescrição do médico assistente, o laudo do exame e a negativa da operadora.


Cada caso deve ser analisado individualmente

O resultado de uma ação judicial depende das particularidades de cada situação e da análise realizada pelo Poder Judiciário com base na documentação apresentada, no quadro clínico do paciente e nos fundamentos jurídicos aplicáveis ao caso.

Questões como a indicação médica, as evidências científicas relacionadas ao tratamento, as regras contratuais do plano de saúde e os critérios previstos pela ANS podem influenciar a análise da cobertura do medicamento.

Embora existam decisões judiciais favoráveis em casos semelhantes envolvendo o erlotinibe (Tarceva®), isso não representa garantia de resultado em eventual processo judicial.

Por esse motivo, a avaliação individualizada da situação concreta é importante para verificar os aspectos técnicos e jurídicos relacionados à negativa de cobertura do tratamento.

Fale com um advogado especialista em planos de saúde Fale com um advogado especialista em planos de saúde

Resumo: quando o plano de saúde é obrigado a cobrir o erlotinibe

A cobertura do erlotinibe pelo plano de saúde é obrigatória quando a prescrição se enquadra na Diretriz de Utilização nº 64 do rol da ANS, isto é, câncer de pulmão de não pequenas células não escamoso, em primeira linha, com doença metastática ou irressecável e mutação nos éxons 19 ou 21. Nessa hipótese a via é administrativa, e os documentos que a destravam são a prescrição do médico assistente e o laudo de mutação de EGFR.

Fora desse critério, a cobertura continua possível, mas a análise passa pelos cinco critérios cumulativos da ADI 7.265. É o caso da terapia de manutenção, da linha posterior à falha de quimioterapia e do câncer de pâncreas em combinação com gencitabina.

Pela via pública, a indicação de primeira linha com mutação de EGFR está incorporada ao SUS desde 2013, e o fornecimento se dá no serviço de oncologia habilitado.

Em casos de negativa de cobertura, é importante compreender os fundamentos apresentados pela operadora e reunir a documentação médica relacionada ao tratamento prescrito.

Além disso, questões envolvendo cobertura contratual, diretrizes regulatórias e entendimento dos tribunais podem exigir análise técnica e jurídica individualizada, considerando as circunstâncias específicas de cada caso.

Perguntas frequentes sobre o erlotinibe e o plano de saúde

O erlotinibe é quimioterapia?

Não. É uma terapia-alvo oral que bloqueia o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR). A quimioterapia convencional age sobre células de multiplicação rápida em geral. Por ser comprimido de uso em casa, o erlotinibe tem um regime jurídico próprio, definido pelas regras de antineoplásico oral da Lei 9.656/98.

Quanto custa o erlotinibe?

Na lista da CMED/Anvisa de 9 de setembro de 2026, a caixa com 30 comprimidos de 150 mg do Tarceva® tem Preço Máximo ao Consumidor de R$ 17.667,88, e a mesma apresentação em genérico fica entre R$ 11.355,79 e R$ 11.484,12. Na dose padrão de 150 mg por dia, uma caixa corresponde a um mês de tratamento.

Qual a diferença entre o Tarceva® e o cloridrato de erlotinibe genérico?

A substância ativa é a mesma e as indicações em bula são as mesmas. O Tarceva® é o medicamento de referência, cujo registro pertence hoje à Biopas Brasil, e os genéricos têm registro próprio na Anvisa. A diferença relevante é de preço: o genérico de 150 mg custa cerca de 35% menos que o de referência no Preço Máximo ao Consumidor.

O SUS fornece erlotinibe?

Sim, desde 7 de novembro de 2013, para o câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático com mutação de EGFR, em primeira linha. A incorporação foi feita sem criação de novo procedimento, então o fornecimento ocorre no serviço de oncologia habilitado, Cacon ou Unacon, dentro do modelo de financiamento da quimioterapia.

O plano pode negar porque o medicamento é tomado em casa?

A exclusão de medicamento para tratamento domiciliar está no art. 10, VI da Lei 9.656/98, mas não alcança os antineoplásicos orais, que o art. 12, I, "c" e II, "g" incluíram na cobertura obrigatória, na redação dada pela Lei 12.880/2013. O erlotinibe é antineoplásico oral.

Preciso do exame de mutação de EGFR para conseguir o medicamento?

O critério da Diretriz de Utilização nº 64 depende do resultado do exame, que identifica deleção no éxon 19 ou mutação pontual no éxon 21. O laudo de biologia molecular é o documento que liga o caso ao critério de cobertura obrigatória, e a negativa do próprio exame é discussão que se apoia na Súmula 96 do TJSP.

O plano cobre erlotinibe para câncer de pâncreas?

A indicação está em bula, em combinação com gencitabina, no câncer de pâncreas localmente avançado, irressecável ou metastático, mas não consta da Diretriz de Utilização nº 64. Por isso a análise é de cobertura fora do rol, pelos cinco critérios da ADI 7.265. O fato de a indicação estar em bula aprovada pela Anvisa atende dois desses critérios.

O que fazer se o plano de saúde negar o erlotinibe?

Pedir a negativa por escrito com o fundamento indicado, obter relatório médico que descreva o tipo histológico, o estadiamento e o resultado do laudo de EGFR, e reunir a prescrição, os exames e os documentos do contrato. A ANS fixa prazos máximos de resposta, e o silêncio da operadora no prazo equivale à negativa para efeito de comprovação.

Quanto tempo demora para conseguir o medicamento pela via judicial?

O prazo depende do caso e do juízo. Em situação de urgência a ação pode ser proposta com pedido de tutela de urgência, com base no art. 300 do Código de Processo Civil, que exige probabilidade do direito e perigo de dano. Não há prazo legal fixo para a decisão, e jurisprudência favorável em casos semelhantes não representa garantia de resultado.

Quais são os efeitos colaterais do erlotinibe?

A relação completa de reações adversas, contraindicações e cuidados consta da bula do medicamento, disponível para consulta na página de bulas e rótulos da Anvisa. A avaliação desses efeitos no caso concreto é do médico assistente.

Escrito por:

Autor Elton Fernandes

Elton Fernandes, advogado especialista em Direito da Saúde, professor convidado de pós-graduação da USP, da USP de Ribeirão Preto, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, da Escola Paulista de Direito (EPD) e do Instituto Luiz Mário Moutinho, em Recife. É presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de São Caetano do Sul e autor do livro "Manual de Direito da Saúde Suplementar: direito material e processual em ações contra planos de saúde".

Fique por dentro das atualizações!
Inscreva-se na nossa newsletter

Gostaria de receber nosso conteúdo?
Cadastra-se para receber.

Acompanhe o Dr. Elton Fernandes
especialista em ações contra planos de saúde, na imprensa:

Elton Fernandes na imprensa

Siga nossas redes sociais e saiba mais sobre Direito da Saúde:

  

VEJA
MAIS INFORMAÇÕES

PRECISA DE AJUDA?
ENTRE EM CONTATO CONOSCO

ELTON FERNANDES SOCIEDADE DE ADVOGADOS
22.692.544/0001-02

Seus dados estão protegidos e tratados com sigilo.