Descubra quanto custa uma infiltração no joelho, se dói, qual o efeito do Synvisc e se o plano de saúde cobre o procedimento com ácido hialurônico
Se você está buscando alívio para dores no joelho causadas por artrose ou outras condições articulares, é bem provável que já tenha ouvido falar da infiltração com ácido hialurônico.
Mas afinal, qual o valor de uma infiltração no joelho? Quanto custa uma infiltração de ácido hialurônico no joelho? E mais importante: o plano de saúde cobre esse tratamento?
Este guia completo foi criado para esclarecer essas dúvidas de forma simples, direta e informativa. Aqui, você vai entender o que é a infiltração, para que serve, se infiltração no joelho dói, quais os riscos envolvidos e qual o papel do plano de saúde nesse processo.
Além disso, você vai entender quais são as medidas possíveis caso o plano de saúde se recuse a cobrir o procedimento, com base na legislação e nas decisões judiciais que tratam do tema.
Continue a leitura para conhecer seus direitos e tomar decisões mais seguras sobre o seu tratamento.
Vá direto ao ponto:
A infiltração no joelho é um procedimento minimamente invasivo que consiste na aplicação de medicamentos diretamente na articulação, como o ácido hialurônico, por meio de injeção.
O objetivo principal é aliviar a dor, reduzir a inflamação e melhorar o movimento do joelho - especialmente em pessoas com artrose ou outras doenças articulares.
Viscossuplementação é o nome técnico do tratamento com ácido hialurônico. Produtos como o Synvisc-One são bastante usados e ajudam a lubrificar o joelho, protegendo a cartilagem do desgaste.
A medicação é injetada dentro do espaço articular do joelho, onde pode atuar diretamente na superfície interna da articulação. Em alguns casos, a injeção pode ser feita em tecidos específicos ao redor do joelho ou próxima a nervos para bloquear a dor.
O procedimento é realizado em consultório, geralmente com auxílio de ultrassom para garantir a precisão da aplicação e evitar que o medicamento seja aplicado fora do local desejado.
Antes da injeção, a pele é limpa e anestesiada localmente para minimizar o desconforto. A infiltração dura poucos minutos e pode causar uma leve dor ou desconforto momentâneo.
Uma das perguntas mais frequentes é: infiltração no joelho dói? A resposta depende da sensibilidade de cada paciente, mas, em geral, o procedimento é bem tolerado.
O desconforto é mínimo e os benefícios, como a redução da dor e o aumento da qualidade de vida, superam qualquer incômodo momentâneo.
A infiltração é indicada para diversas condições que causam dor e inflamação no joelho, como:
Além de aliviar a dor e a inflamação, a infiltração com ácido hialurônico pode aumentar a produção de líquido sinovial, que lubrifica a articulação e ajuda a prevenir o desgaste progressivo do joelho.
O efeito da infiltração no joelho pode variar dependendo do medicamento utilizado e da condição do paciente. Em geral, os resultados podem durar de 6 meses a 1 ano, especialmente no caso de infiltrações com ácido hialurônico.
No entanto, é importante seguir as orientações médicas para prolongar os benefícios do tratamento.
Após a infiltração no joelho, é recomendado um período de repouso articular de 48 horas para evitar a saída precoce do medicamento da articulação e maximizar seus efeitos.
Durante esse período, atividades físicas intensas devem ser evitadas. Além disso, o retorno às atividades normais pode variar de acordo com a orientação médica.
Embora a infiltração no joelho seja considerada segura, existem alguns riscos associados, como inchaço, vermelhidão, dor local e, em casos raros, infecção.
Por isso, é essencial que o procedimento seja realizado por um profissional qualificado para minimizar esses riscos e garantir a segurança do paciente.
O valor da infiltração no joelho pode variar bastante, sobretudo levando em conta fatores como marca do produto, clínica onde será realizada e experiência do profissional.
Em média, o preço de uma infiltração com ácido hialurônico pode ficar entre R$ 700,00 e R$ 2.500,00 por joelho. No caso do uso do Synvisc-One, o preço pode ser mais elevado.
É importante ressaltar, porém, que o custo da infiltração no joelho pode incluir não apenas o medicamento, mas também a consulta, exames e o uso de equipamentos como o ultrassom.
A realização da infiltração no joelho depende da indicação médica. Ou seja, é o médico que acompanha o paciente quem define qual o melhor tratamento para seu caso.
Existem, inclusive, alternativas à infiltração no joelho que envolvem outras abordagens terapêuticas que podem ser indicadas dependendo da causa da dor, do grau de desgaste articular e das características do paciente.
Entre as principais alternativas à infiltração no joelho estão:
A infiltração no joelho é frequentemente parte de um tratamento integrado, mas não deve ser vista como a única solução.
A escolha da melhor alternativa depende da avaliação médica detalhada, considerando o diagnóstico, a gravidade da lesão e as necessidades individuais do paciente.
Sim. O plano de saúde deve cobrir a infiltração no joelho sempre que o procedimento for recomendado pelo médico com base em evidências científicas.
De acordo com a legislação e com o entendimento predominante dos tribunais, os planos de saúde podem ser obrigados a custear tratamentos que estejam em conformidade com a ciência médica e sejam tecnicamente indicados por um profissional qualificado.
Isso inclui a infiltração no joelho com ácido hialurônico, desde que a indicação médica tenha uma boa fundamentação científica.
No entanto, a cobertura pode variar dependendo da segmentação do plano:
Não importa se o plano é individual, empresarial ou coletivo; o que realmente importa é a segmentação contratada.
Portanto, se o procedimento for indicado por um médico e realizado em um ambiente adequado, o plano de saúde deve cobrir o custo da infiltração no joelho.
Apesar de não estar explicitamente listada no Rol de Procedimentos da ANS - que define os tratamentos mínimos obrigatórios pelos planos de saúde - isso não significa que a cobertura possa ser negada.
A Lei dos Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98) e diversas decisões da Justiça deixam claro: se a infiltração for indicada por um médico com base na ciência para tratar doenças reconhecidas pela CID (Classificação Internacional de Doenças), como artrose, artrite reumatoide ou inflamações nas articulações, o plano de saúde deve cobrir o procedimento.
Além disso, os medicamentos usados, como o ácido hialurônico e o Synvisc, possuem registro na Anvisa, o que reforça ainda mais a obrigatoriedade da cobertura.
Portanto, se o plano negar a solicitação alegando que “não está no rol da ANS”, isso pode ser considerado uma prática abusiva.
Há decisões judiciais reconhecendo o direito de pacientes à cobertura da infiltração, desde que haja indicação médica adequada e respaldo científico.
Ou seja, mesmo fora do rol, a infiltração no joelho pode ser coberta pelo plano de saúde, sempre que houver recomendação médica bem fundamentada.
A infiltração no joelho com ácido hialurônico é um procedimento seguro, eficaz e cada vez mais utilizado para aliviar dores causadas por artrose, artrite e outras condições articulares.
Por ser minimamente invasiva e oferecer bons resultados, ela tem ajudado muitas pessoas a recuperarem a qualidade de vida.
Embora não esteja expressamente no rol da ANS, a cobertura pelos planos de saúde é possível sempre que houver indicação médica bem fundamentada e respaldo científico.
Por isso, caso o plano de saúde negue a cobertura, é importante saber que essa decisão pode ser contestada.
Nessas situações, é recomendável buscar orientação jurídica para avaliar o caso concreto e verificar se há fundamento legal para questionar a negativa e solicitar o tratamento.
Nunca se pode afirmar que se trata de “causa ganha”. Quem quer que afirme isso não tem a menor ideia da seriedade do trabalho que isso envolve.
E, para saber as reais possibilidades de sucesso de sua ação, é recomendado conversar com um advogado especialista em Direito à Saúde para avaliar todas as particularidades do seu caso. Há diversas variáveis que podem influir no resultado da ação, por isso, é necessário uma análise profissional e cuidadosa.
O fato de existirem decisões favoráveis em ações semelhantes mostra que há precedentes, mas apenas a análise concreta do seu caso por um advogado pode revelar as chances de seu processo.

Elton Fernandes, advogado especialista em Direito da Saúde, professor de pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar da USP de Ribeirão Preto, da Escola Paulista de Direito (EPD) e do Instituto Luiz Mário Moutinho, em Recife, professor do Curso de Especialização em Medicina Legal e Perícia Médica da Faculdade de Medicina da USP, presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de São Caetano do Sul e autor do livro "Manual de Direito da Saúde Suplementar: direito material e processual em ações contra planos de saúde".
ELTON FERNANDES SOCIEDADE DE ADVOGADOS
22.692.544/0001-02