Conteúdo atualizado em 09 de outubro de 2026.
O medicamento ustequinumabe (Stelara) é uma terapia biológica utilizada no tratamento de doenças inflamatórias imunomediadas.
É um anticorpo monoclonal que bloqueia as interleucinas 12 e 23, duas proteínas que sustentam a inflamação crônica. Isso o coloca numa classe distinta dos anti-TNF, e essa distinção é o que define, nas normas da ANS e do Ministério da Saúde, em que linha de tratamento ele pode ser exigido.
Por se tratar de medicamento de alto custo, muitos pacientes dependem da cobertura pelo plano de saúde ou do fornecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para iniciar ou manter o tratamento.
Apesar da indicação médica, não é incomum que pacientes enfrentem negativa do plano de saúde para o custeio do medicamento.
Em muitos casos, as operadoras justificam a recusa com base em critérios administrativos, ausência do tratamento no Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou em diretrizes técnicas internas.
Esse primeiro argumento merece atenção, porque ele não descreve a norma. O ustequinumabe está no rol da ANS nas quatro indicações da bula, e o que muda de uma indicação para outra é a condição de acesso, não a existência da cobertura.
Quando a indicação está coberta pelo rol e a diretriz de utilização é cumprida, a cobertura é obrigatória e a discussão é administrativa. Quando a indicação não está nominada, a discussão passa para os critérios do STF e, aí sim, com frequência chega ao Judiciário.
Neste artigo, você vai entender:
O teto de preço do Stelara é fixado pela CMED, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, e vai de R$ 24.567,85 a R$ 49.135,61 por unidade em farmácia, conforme a apresentação e o estado. A apresentação de 45 mg é a mais barata e a de 90 mg custa o dobro dela. O frasco-ampola de 130 mg, usado na infusão intravenosa, não é vendido em farmácia.
A tabela abaixo traz o Preço Fábrica (PF), que é o teto de venda do laboratório, e o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), que é o teto de venda em farmácia. Valores da lista de conformidade da CMED, publicada pela Anvisa, na edição de 9 de setembro de 2026. O PMC varia com a alíquota de ICMS do estado, e por isso a tabela mostra três faixas.
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Apresentação |
Via |
PF sem impostos |
PMC 17% |
PMC 18% |
PMC 20% |
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Stelara 45 mg/0,5 mL, frasco-ampola ou seringa |
Subcutânea |
R$ 14.439,90 |
R$ 24.271,86 |
R$ 24.567,85 |
R$ 25.182,05 |
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Stelara 90 mg/1 mL, seringa preenchida |
Subcutânea |
R$ 28.879,73 |
R$ 48.543,60 |
R$ 49.135,61 |
R$ 50.364,01 |
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Stelara 130 mg/26 mL, frasco-ampola |
Intravenosa |
R$ 41.715,20 |
sem PMC |
sem PMC |
sem PMC |
O frasco de 130 mg não tem Preço Máximo ao Consumidor porque a CMED o classifica como de restrição hospitalar, ou seja, não é vendido em farmácia ao consumidor. Ele só circula para aplicação em ambiente assistencial, e é por isso que o paciente não o encontra em drogaria.
No varejo observado, os valores praticados ficam abaixo do teto. Em consulta de 21 de setembro de 2026, o CliqueFarma registrava R$ 14.085,00 a R$ 23.000,00 para a seringa de 45 mg em 17 farmácias, R$ 25.890,00 a R$ 51.240,00 para a de 90 mg em 18 farmácias e R$ 28.500,00 a R$ 45.975,00 para o frasco de 130 mg em 15 fornecedores de medicamentos especiais.
Vale saber que esses valores não são o que o plano de saúde ou o SUS pagam. A operadora compra por preço negociado com distribuidor, e o poder público por preço de compra pública. A faixa serve para o paciente dimensionar o que teria de desembolsar sozinho, que é a informação relevante quando a cobertura é negada.
O preço de uma unidade não responde quanto custa o tratamento, porque o ustequinumabe é de uso continuado. O que define o gasto anual é a posologia da indicação, e ela muda muito entre a psoríase e a doença inflamatória intestinal.
Na psoríase em placas e na artrite psoriásica, a aplicação é subcutânea nas semanas 0 e 4 e depois a cada 12 semanas. São cinco aplicações no primeiro ano e cerca de quatro nos anos seguintes. Com a apresentação de 45 mg no teto de PMC de um estado com ICMS de 18%, o primeiro ano fica em torno de R$ 123 mil, e os seguintes em torno de R$ 98 mil.
Na doença de Crohn e na retocolite ulcerativa o esquema é mais caro, porque começa com uma dose de indução intravenosa escalonada por peso. Um paciente entre 56 e 85 kg recebe 390 mg, o que consome três frascos de 130 mg. Depois vem a manutenção subcutânea de 90 mg, a primeira oito semanas após a infusão e as seguintes a cada 12 semanas. Somando a indução no Preço Fábrica e quatro aplicações de manutenção no PMC de 18%, o primeiro ano passa de R$ 320 mil.
Os dois números acima são cálculo a partir da posologia da bula e dos tetos da CMED, não preço de tabela de nenhum fornecedor. A conta está à vista para ser conferida: número de aplicações no ano vezes o valor da apresentação prescrita. Quem perde resposta e passa da manutenção a cada 12 semanas para a cada 8 semanas tem esse total elevado em cerca de metade.
É essa ordem de grandeza que explica por que a discussão sobre o ustequinumabe raramente é sobre o medicamento e quase sempre sobre quem paga por ele.
Sim, cinco. Biossimilar é o medicamento biológico desenvolvido para ser comparável a um biológico já registrado, que no caso do ustequinumabe é o Stelara. Não se trata de genérico: medicamento biológico não tem genérico, tem biossimilar, e a comparabilidade é demonstrada em estudo próprio submetido à Anvisa.
Os cinco constam da mesma lista de conformidade da CMED de 9 de setembro de 2026, com registro sanitário e preço publicados, todos classificados como inibidores de interleucina:
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Biossimilar |
Empresa |
Registro |
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Wezenla |
Amgen Biotecnologia do Brasil |
1.0244.0022 |
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Epyztek |
Samsung Bioepis BR Pharmaceutical |
1.5921.0008 |
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Yesintek |
Biocon Biologics do Brasil |
1.1664.0009 |
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Uztok |
Steincares Farmacêutica do Brasil |
1.0188.0215 |
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Qoyvolma |
Celltrion Healthcare Distribuição de Produtos Farmacêuticos do Brasil |
1.9216.0008 |
O Wezenla foi o primeiro, com registro publicado no Diário Oficial da União em 21 de maio de 2024. O Yesintek foi aprovado em 11 de maio de 2026 e o Uztok em 15 de junho de 2026, pela Resolução 2.349/2026. Todos têm o Stelara como produto comparador e as mesmas quatro indicações.
A existência de biossimilar tem efeito direto na discussão de cobertura, e o motivo está no preço. Na mesma lista da CMED, o Preço Fábrica do frasco intravenoso de um dos biossimilares é de R$ 20.967,12, contra R$ 42.221,86 do Stelara: menos da metade. Quando a operadora ou o ente público alega inviabilidade econômica, esse dado mostra que o custo do tratamento não é um valor fixo do caso, e que existe alternativa registrada e mais barata do mesmo princípio ativo.
O Stelara é o nome comercial do ustequinumabe, um medicamento biológico utilizado no tratamento de doenças inflamatórias crônicas mediadas pelo sistema imunológico.
Ele age bloqueando as interleucinas 12 e 23, proteínas que participam da cascata inflamatória nessas doenças. Por isso é classificado como anticorpo monoclonal anti-IL-12/IL-23 e como imunossupressor seletivo: ele não desliga o sistema imunológico como um todo, atua sobre uma via específica dele.
Nas normas da ANS e do Ministério da Saúde, essa classe aparece depois dos anti-TNF na linha de tratamento. É por isso que as condições de acesso ao ustequinumabe, tanto no plano de saúde quanto no SUS, costumam exigir falha, intolerância ou contraindicação a um anti-TNF antes dele.
A medicação possui registro sanitário na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é indicada para tratar condições como:
Essas doenças podem provocar inflamações persistentes, comprometendo a qualidade de vida do paciente e, em alguns casos, causando danos progressivos ao organismo.
A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa formam o grupo das doenças inflamatórias intestinais, e é por esse nome que elas aparecem nos protocolos do Ministério da Saúde.
Em determinadas situações, o medicamento também pode ser prescrito para indicações fora da bula (uso off label), quando há respaldo científico e justificativa médica para a escolha terapêutica.
Nesses casos, o médico responsável pelo tratamento avalia o histórico clínico do paciente, a resposta a terapias anteriores e a necessidade de iniciar um tratamento biológico mais específico.
Em rótulos e prescrições de produto importado, o princípio ativo pode aparecer grafado como ustekinumab, forma internacional do mesmo fármaco.
O ustequinumabe tem duas vias de aplicação, e qual delas se usa depende da doença. Na psoríase e na artrite psoriásica, todas as aplicações são subcutâneas, feitas com seringa preenchida. Na doença de Crohn e na retocolite ulcerativa, a primeira dose é uma infusão intravenosa e só a manutenção é subcutânea.
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Indicação |
Dose de indução |
Manutenção |
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Psoríase em placas, artrite psoriásica |
Subcutânea, nas semanas 0 e 4. A dose é de 45 mg, e de 90 mg como alternativa para quem pesa mais de 100 kg |
Subcutânea, a cada 12 semanas |
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Doença de Crohn, retocolite ulcerativa |
Infusão intravenosa em dose única, com o frasco-ampola de 130 mg, aplicada em ao menos 60 minutos por profissional qualificado. A dose é escalonada por peso: 260 mg até 55 kg, 390 mg de 56 a 85 kg e 520 mg acima de 85 kg, o que corresponde a cerca de 6 mg por quilo |
Subcutânea, 90 mg, a primeira oito semanas após a infusão e as seguintes a cada 12 semanas. Quem perde resposta pode passar a cada 8 semanas |
Essa diferença não é só clínica. A via de aplicação é o que define qual argumento a operadora usa para negar, e é o assunto de uma das seções abaixo: a aplicação subcutânea feita em casa é o que abre a porta para a alegação de uso domiciliar, enquanto a infusão intravenosa é feita em ambiente assistencial e não permite esse argumento.
A Anvisa ampliou a indicação do ustequinumabe (Stelara®) para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais em crianças.
Atualmente, o medicamento também possui indicação aprovada para:
A bula aprovada pela Anvisa registra ainda indicação pediátrica para psoríase em placas acima de 6 anos e para artrite psoriásica a partir de 6 anos, esta última por ampliação de uso publicada no Diário Oficial da União em 13 de novembro de 2023. Na retocolite ulcerativa, a bula orienta cautela em pacientes com menos de 12 anos ou menos de 40 kg.
A ampliação da bula alcança sobretudo pacientes com quadros mais graves, de início precoce ou que não obtiveram resposta adequada a outras terapias.
Para a discussão de cobertura, a consequência é direta: uma indicação pediátrica aprovada em bula afasta o argumento de uso experimental ou off label naquela faixa de idade.
Sim. O ustequinumabe está no rol de cobertura obrigatória da ANS nas quatro indicações da bula, e a recusa apoiada em medicamento fora do rol contraria a própria norma que a operadora cita. O que muda de uma indicação para outra não é a existência da cobertura, é a forma como a diretriz de utilização a condiciona.
Este é um medicamento com registro sanitário na Anvisa e certificação científica para o tratamento de doenças previstas na Classificação Internacional de Doenças (CID), cumprindo os requisitos fundamentais previstos na lei para a cobertura pelos planos de saúde.
A Lei nº 14.454/2022 foi o marco que afastou a leitura absolutamente taxativa do rol, mas o teste que os tribunais aplicam hoje não é mais o daquela lei: em 18 de setembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal julgou a ADI 7.265 e fixou cinco critérios cumulativos para a cobertura fora do rol. Eles estão detalhados abaixo.
Por essa razão, o tema tem sido frequentemente analisado pelo Poder Judiciário em ações que discutem a cobertura de medicamentos de alto custo pelos planos de saúde.
Está, e o rol o trata dentro do procedimento de terapia imunobiológica endovenosa, intramuscular ou subcutânea, que tem diretriz de utilização própria. Diretriz de utilização, ou DUT, é a condição clínica que a ANS estabelece para que a cobertura de um procedimento seja obrigatória: ela define a doença, a gravidade e a linha de tratamento em que o medicamento entra.
Vale a pena entender o que é a DUT da ANS antes de contestar uma negativa, porque é nela que a operadora se apoia com mais frequência.
A DUT nº 65 trata as quatro indicações do ustequinumabe em subitens separados, e ela faz isso de duas formas diferentes, o que é a chave para entender a negativa que o leitor recebeu. Em duas indicações a ANS lista os medicamentos pelo nome; nas outras duas, ela fixa apenas critérios clínicos, sem nomear fármaco nenhum.
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Indicação |
Como a DUT nº 65 trata |
Condição de cobertura obrigatória |
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Psoríase em placas moderada a grave (item 65.5) |
Nomina o ustequinumabe, ao lado de adalimumabe, etanercepte, guselcumabe, infliximabe, ixequizumabe, secuquinumabe, risanquizumabe, certolizumabe pegol, brodalumabe, bimequizumabe e tildraquizumabe |
Falha, intolerância ou contraindicação à terapia convencional, que inclui fototerapia e terapias sintéticas sistêmicas, mais ao menos um critério de gravidade: PASI acima de 10, mais de 10% da superfície corporal, DLQI acima de 10, ou acometimento ungueal, palmo-plantar ou de áreas especiais com DLQI acima de 10 |
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Retocolite ulcerativa moderada a grave (item 65.7) |
Nomina o ustequinumabe, ao lado de vedolizumabe, guselcumabe e risanquizumabe, com inclusão pela RN nº 591, de 8 de dezembro de 2023, vigente a partir de 2 de janeiro de 2024 |
Escore completo de Mayo igual ou maior que 6, ou escore endoscópico de Mayo igual ou maior que 2, como terapia de indução e manutenção, após falha, refratariedade, recidiva ou intolerância à terapia com anti-TNF |
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Doença de Crohn (item 65.6) |
Não nomina fármaco. A diretriz é puramente clínica |
Índice de atividade da doença de Crohn igual ou maior que 221, ou índice de Harvey-Bradshaw igual ou maior que 8, com refratariedade a imunossupressores por ao menos 6 semanas, ou intolerância, contraindicação ou efeitos colaterais, ou falha em manter a remissão apesar de azatioprina ou metotrexato. Em primeira linha nos casos de fístulas perianais complexas |
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Artrite psoriásica (item 65.4) |
Não nomina fármaco. A diretriz é puramente clínica |
No acometimento periférico, três ou mais articulações dolorosas ou edemaciadas, ou ao menos uma inflamada, após falha a dois esquemas de medicamento modificador do curso da doença por ao menos três meses cada. No acometimento axial ou entesite, BASDAI igual ou maior que 4 ou ASDAS maior que 2,1, após três meses com dose plena de ao menos dois anti-inflamatórios |
Três leituras se tiram dessa tabela, e as três importam para quem recebeu uma negativa.
A primeira é que a alegação genérica de que o ustequinumabe está fora do rol da ANS não se sustenta. Em psoríase em placas e em retocolite ulcerativa o medicamento está nominado na diretriz, e o que a operadora pode legitimamente discutir é o cumprimento dos critérios, ou seja, se houve a falha terapêutica anterior e a gravidade que a norma exige.
A segunda, e é a mais mal compreendida, é que na doença de Crohn e na artrite psoriásica a ausência do nome do medicamento na diretriz não significa ausência de cobertura. Nesses dois subitens a DUT não lista fármaco algum: ela descreve a condição clínica em que a terapia imunobiológica passa a ser de cobertura obrigatória. Preenchido o critério clínico, a cobertura é devida, e a negativa que se apoia em "o ustequinumabe não está nominado na DUT" está descrevendo mal a própria norma que invoca.
A terceira é que o rol nomeia vários outros biológicos para as mesmas doenças, como se vê na primeira linha da tabela. Isso importa porque a existência de alternativa terapêutica no rol é um dos cinco critérios que o STF fixou, e é o ponto em que a operadora costuma se apoiar. É por isso que o relatório médico tem de explicar por que aquelas alternativas não servem naquele caso, e não apenas por que o ustequinumabe serve.
O raciocínio completo sobre o que acontece quando o tratamento não está na lista está na página sobre rol da ANS exemplificativo.
O art. 10, VI da Lei nº 9.656/98 exclui da cobertura obrigatória o fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar. É esse dispositivo que a operadora invoca quando o ustequinumabe é prescrito na apresentação subcutânea, porque a seringa preenchida é aplicada pelo próprio paciente, em casa.
O argumento tem dois limites que o paciente costuma não conhecer.
O primeiro é que a exclusão do art. 10, VI não alcança o que o rol lista como cobertura obrigatória. O procedimento de terapia imunobiológica no rol da ANS é expressamente definido como endovenoso, intramuscular ou subcutâneo: a própria norma que define a cobertura contempla a via subcutânea. Onde há previsão específica de cobertura no rol, a regra geral de exclusão domiciliar não prevalece.
O segundo é que na doença de Crohn e na retocolite ulcerativa a primeira dose é intravenosa, aplicada em ambiente assistencial. Nessas indicações o argumento de uso domiciliar não se sustenta nem para a indução, e a negativa que trate o tratamento inteiro como domiciliar está descrevendo mal o que foi prescrito.
Em 18 de setembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal julgou a ADI 7.265 e fixou cinco critérios cumulativos para que um tratamento fora do rol da ANS tenha cobertura obrigatória. Cumulativos significa que os cinco têm de estar presentes ao mesmo tempo, e não que basta um deles.
São estes:
Esses cinco critérios só entram em cena quando o tratamento pedido está fora do rol, e com o ustequinumabe isso não acontece nas quatro indicações da bula, que a diretriz nº 65 já contempla. Eles passam a importar em duas outras situações: quando o medicamento é prescrito para indicação fora da bula, o chamado uso off label, e quando o paciente não preenche o critério clínico da diretriz e ainda assim há justificativa médica para o tratamento. Nessas hipóteses, o quinto critério está cumprido de partida, porque o medicamento tem registro na Anvisa desde 2009, e o terceiro é o que concentra a discussão.
Esse regime substituiu o teste anterior, de dois critérios alternativos, que vinha da Lei 14.454/2022. A data da negativa, portanto, importa para saber qual regra se aplica ao caso: negativas até 20 de setembro de 2022, negativas entre 21 de setembro de 2022 e 17 de setembro de 2025, e negativas a partir de 18 de setembro de 2025 são analisadas sob enquadramentos distintos.
As hipóteses de liberação de medicamentos fora do rol da ANS seguem essa mesma estrutura de critérios.
As justificativas de recusa se repetem, e cada uma tem uma resposta na própria norma que a operadora cita. A tabela abaixo reúne as cinco mais frequentes.
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Motivo alegado pela operadora |
O que a norma responde |
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O medicamento não está no rol da ANS |
Falso para psoríase em placas moderada a grave e para retocolite ulcerativa moderada a grave em adultos, em que a cobertura é obrigatória |
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As diretrizes de utilização não foram preenchidas |
Discussão legítima, e é onde o relatório médico decide: a DUT exige falha, intolerância ou contraindicação à terapia anterior, e isso tem de estar documentado |
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É medicamento de uso domiciliar, excluído pelo art. 10, VI da Lei 9.656/98 |
O procedimento de terapia imunobiológica do rol contempla expressamente a via subcutânea, e na doença inflamatória intestinal a indução é intravenosa |
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O tratamento seria experimental ou off label |
O ustequinumabe tem registro na Anvisa desde 2009, com quatro indicações em bula e indicações pediátricas aprovadas |
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O contrato não prevê a cobertura |
Cláusula contratual não afasta cobertura que o rol torna obrigatória, e a interpretação de cláusula duvidosa é a mais favorável ao consumidor |
No entanto, a discussão sobre a cobertura não se limita apenas à lista da ANS. A legislação e a interpretação dos tribunais vêm reconhecendo que o rol pode não esgotar todas as possibilidades terapêuticas existentes.
Por isso, diante de uma recusa, o primeiro passo é identificar qual dos motivos acima foi alegado e verificar se a negativa foi entregue por escrito, com a fundamentação. É esse documento que define o caminho seguinte.
Três documentos sustentam qualquer contestação de negativa do ustequinumabe, na via administrativa ou na judicial. Reuni-los antes de qualquer outro passo é o que define a força do caso.
Entre eles, destacam-se:
O relatório médico geralmente descreve o histórico da doença, tratamentos já realizados e os motivos pelos quais o uso do Stelara foi indicado. No caso do ustequinumabe, há dois pontos que o relatório precisa cobrir de forma expressa, porque são exatamente os que a operadora questiona: qual terapia anterior falhou e por que as alternativas nominadas no rol não servem naquele caso.
Confira, a seguir, um exemplo de como pode ser um relatório médico:

Em determinadas situações, após a análise do caso concreto, pode ser possível discutir a cobertura do tratamento por meio das vias administrativas ou judiciais.
Quando há risco de agravamento da doença ou urgência clínica, alguns processos podem incluir pedido de tutela de urgência (liminar), que permite a análise inicial do caso pelo juiz antes do julgamento definitivo da ação.
A operadora tem prazo regulamentar para responder a um pedido de cobertura, e o silêncio não equivale a negativa válida. A ANS fixa prazos máximos de resposta e de garantia de atendimento, contados do pedido do beneficiário, e a resposta negativa deve ser fornecida por escrito, com a justificativa, quando o beneficiário solicita.
Descumprido o prazo ou entregue a negativa sem fundamentação, cabe registrar reclamação na ANS, o que abre a Notificação de Intermediação Preliminar. É um procedimento administrativo gratuito, anterior ao Judiciário, em que a agência intermedeia a demanda com a operadora. Os prazos vigentes e o canal de reclamação estão na página de atendimento ao consumidor da ANS.
O ustequinumabe está incorporado ao SUS para duas das suas quatro indicações: doença de Crohn e psoríase. Nessas duas, o caminho é administrativo, pela farmácia do Componente Especializado, e não depende de ação judicial. Nas outras duas, o medicamento não está padronizado, e aí a discussão passa pelos requisitos que o STJ fixou.
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Indicação |
Fornecido pelo SUS |
Norma e condição |
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Doença de Crohn ativa moderada a grave, em pacientes com 18 anos ou mais |
Sim |
Incorporado pela Portaria SECTICS/MS nº 1, de 22 de janeiro de 2024, a partir do Relatório de Recomendação nº 864 da Conitec, com a incorporação mantida pela Portaria SCTIE/MS nº 91, de 4 de dezembro de 2025. A dispensação segue o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Crohn, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 51, de 18 de maio de 2026. Exige resposta inadequada, perda de resposta, intolerância ou contraindicação ao anti-TNF |
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Psoríase moderada a grave |
Sim |
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Psoríase, aprovado pela Portaria Conjunta nº 18, de 14 de outubro de 2021. O ustequinumabe entra na segunda etapa da segunda linha, após falha, toxicidade ou contraindicação ao adalimumabe |
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Retocolite ulcerativa |
Não |
O protocolo vigente, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 9, de 12 de setembro de 2024, não prevê o ustequinumabe. Os biológicos do protocolo são o infliximabe e o vedolizumabe |
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Artrite psoriásica |
Não |
O protocolo vigente, aprovado pela Portaria Conjunta nº 37, de 21 de janeiro de 2026, registra que o ustequinumabe foi avaliado e não recomendado pela Conitec, no Relatório de Recomendação nº 337, de janeiro de 2018, e por isso não é preconizado ali |
Cruzando esta tabela com a do rol da ANS, aparece a informação mais útil desta página, e é uma inversão do que a maioria dos pacientes espera. Na retocolite ulcerativa e na artrite psoriásica, o plano de saúde é o caminho mais direto: na primeira o ustequinumabe é nominado no rol desde janeiro de 2024, na segunda a cobertura decorre de critério clínico, e em nenhuma das duas o SUS padroniza o medicamento. Já na doença de Crohn e na psoríase, os dois caminhos existem.
Em outras palavras: quem tem retocolite ulcerativa ou artrite psoriásica e recebe negativa do plano de saúde está sendo recusado justamente na via em que tem o direito mais claro, e não tem, hoje, alternativa administrativa no sistema público para aquela indicação.
Quando a indicação é uma das incorporadas, o pedido é feito na farmácia do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, o CEAF, que é o que muita gente conhece como farmácia de alto custo. O CEAF é o bloco do SUS responsável pelos medicamentos de tratamentos previstos em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas.
O ustequinumabe está alocado no Grupo 1A do CEAF, o que significa que a aquisição é centralizada pelo Ministério da Saúde e a dispensação é feita pelas secretarias estaduais de saúde. Na prática, o paciente dá entrada no estado, e o abastecimento depende da compra federal.
O que a unidade costuma exigir:
Duas restrições do protocolo da doença de Crohn valem ser conhecidas antes do pedido, porque são causa frequente de indeferimento administrativo: o protocolo exige 18 anos ou mais para o uso do ustequinumabe, e não recomenda o medicamento em paciente com doença de Crohn complicada por fístulas perianais, por escassez de dados nessa subpopulação.
O fluxo de solicitação e a lista de documentos variam por estado, porque a execução do CEAF é estadual. O passo a passo geral está na página sobre como conseguir remédio pelo SUS.
Quando o medicamento não está padronizado no SUS para a indicação prescrita, o fornecimento pela via judicial depende de três requisitos cumulativos, fixados pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Tema 106, no REsp 1.657.156/RJ.
São estes:
Os três requisitos são do Superior Tribunal de Justiça, no Tema 106, e não do Supremo Tribunal Federal. A distinção não é de detalhe: o que o STF definiu, no Tema 1234, julgado em 14 de setembro de 2024, foi a competência para julgar essas ações, dividida entre Justiça Federal e estadual conforme o custo anual do tratamento. São duas decisões sobre assuntos diferentes, e confundi-las muda a estratégia processual do caso.
Ainda assim, cada situação é analisada individualmente, levando em consideração as características clínicas do paciente e a documentação apresentada.
No caso do ustequinumabe, o terceiro requisito está cumprido desde 2009, e o primeiro é o que concentra a análise: o laudo precisa demonstrar, caso a caso, por que os biológicos já padronizados no SUS para aquela doença não atendem ao paciente.
A discussão sobre o fornecimento do ustequinumabe (Stelara) já foi analisada em diversos processos judiciais no país.
Em determinadas situações, os tribunais têm reconhecido a possibilidade de garantir o acesso ao medicamento quando há comprovação da necessidade clínica e ausência de alternativas terapêuticas eficazes.
Entre os fundamentos frequentemente mencionados nas decisões estão:
Confira algumas dessas decisões:
AGRAVO DE INSTRUMENTO – Direito à saúde – Fornecimento de medicamento – Pessoa portadora de enfermidade – Imprescindibilidade do fornecimento atestada por exames e relatório médico que apontam para a ineficiência de outros protocolos clínicos – Excepcionalidade da situação que justifica a concessão do provimento pleiteado – Necessidade econômica do autor – Arts. 5º, § 2º, 6º e 196 da Constituição Federal – Norma constitucional diretamente aplicável – Obrigação dos entes públicos – Aplicação do decidido no REsp. nº 1.657.156-RJ – Recurso provido, com observação.
Repare que essa ementa aplica expressamente o REsp 1.657.156/RJ, que é justamente o recurso do Tema 106 do STJ tratado acima, e que ela apoia a decisão em dois dos três requisitos: o relatório médico que demonstra a ineficiência dos protocolos disponíveis e a necessidade econômica do autor.
APELAÇÃO – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – MEDICAMENTO – Pretensão de compelir o Poder Público ao fornecimento gratuito do medicamento "Ustequinumabe 45 mg", indicado pelo princípio ativo – Sentença de procedência para determinar ao Município e à Fazenda Pública do Estado de São Paulo que forneçam o medicamento ao interessado pelo "princípio ativo" – Pleito de reforma da sentença – Não cabimento – Interessado hipossuficiente, portador de "Psoríase Vulgar" – PRELIMINARES – Ilegitimidade de parte ativa do Ministério Público do Estado de São Paulo e Ilegitimidade de parte passiva do Município – Afastamento de ambas – Ministério Público é parte legítima para ingressar em juízo com ação civil pública, atuando em defesa dos interesses individuais indisponíveis – Aplicação do disposto no artigo 127 da Constituição Federal – O Município de Ribeirão Preto detém atribuição e competência para a execução da decisão combatida – Responsabilidade com a saúde pública é solidária entre os entes federativos – Incidência do disposto nos artigos 196 e 198, parágrafo 1º, da Constituição Federal – MÉRITO – Dever da Administração Pública em fornecer atendimento integral à saúde – Competência do Poder Judiciário para determinar o cumprimento de normas constitucionais e legais em vigor – Apelação e remessa necessária não providas, com majoração dos honorários advocatícios, nos termos do artigo 85, parágrafo 11, do Código de Processo Civil
Esta segunda decisão trata da apresentação de 45 mg, prescrita pelo princípio ativo, em paciente com psoríase, e confirma dois pontos de ordem prática: a responsabilidade pelo fornecimento é solidária entre União, estado e município, e a prescrição pelo princípio ativo é suficiente, não sendo exigível que o pedido nomeie a marca.
Quando há pedido de urgência, o juiz pode avaliar a concessão de uma liminar, permitindo o início do tratamento enquanto o processo ainda está em andamento.
Não é possível prever o resultado de um processo judicial: cada caso depende das circunstâncias específicas, da documentação médica e dos argumentos apresentados. Decisões anteriores indicam como os tribunais têm raciocinado, não o que decidirão em outro caso.
Não. O ustequinumabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia as interleucinas 12 e 23, usado em doenças inflamatórias imunomediadas, e não um quimioterápico antineoplásico. A confusão é comum porque os dois são medicamentos de alto custo aplicados por injeção, mas o mecanismo, as doenças tratadas e o regime de cobertura são distintos.
Sim, é classificado como imunossupressor seletivo. Ele age sobre uma via específica da resposta inflamatória, as interleucinas 12 e 23, e não sobre o sistema imunológico como um todo.
Depende da doença. Na psoríase em placas e na artrite psoriásica, todas as aplicações são subcutâneas, com seringa preenchida de 45 mg ou 90 mg. Na doença de Crohn e na retocolite ulcerativa, a primeira dose é uma infusão intravenosa, feita com o frasco-ampola de 130 mg, e a manutenção passa a ser subcutânea.
Na psoríase e na artrite psoriásica, nas semanas 0 e 4 e depois a cada 12 semanas. Na doença de Crohn e na retocolite ulcerativa, a manutenção subcutânea de 90 mg é feita a cada 8 ou a cada 12 semanas, conforme a prescrição.
O Preço Máximo ao Consumidor fixado pela CMED é de R$ 24.567,85 para a apresentação de 45 mg e de R$ 49.135,61 para a de 90 mg, em estado com ICMS de 18%. O frasco-ampola de 130 mg, usado na infusão intravenosa, não tem preço ao consumidor porque é de restrição hospitalar. A tabela completa está na seção de preço desta página.
Sim, nas quatro indicações da bula, dentro do procedimento de terapia imunobiológica da diretriz de utilização nº 65. Em psoríase em placas e em retocolite ulcerativa o ustequinumabe é nominado na diretriz, nesta última desde 2 de janeiro de 2024. Em doença de Crohn e em artrite psoriásica a diretriz não nomina fármaco nenhum, ela fixa critérios clínicos, e preenchido o critério a cobertura é devida.
A operadora costuma alegar o art. 10, VI da Lei 9.656/98, que exclui medicamento para tratamento domiciliar. O argumento encontra dois limites: o procedimento de terapia imunobiológica do rol da ANS contempla expressamente a via subcutânea, e na doença inflamatória intestinal a dose de indução é intravenosa, aplicada em ambiente assistencial.
Sim, para duas indicações. Na doença de Crohn ativa moderada a grave, em pacientes com 18 anos ou mais, após falha ou contraindicação a anti-TNF. E na psoríase moderada a grave, na segunda etapa da segunda linha, após falha ao adalimumabe. A dispensação é pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, no Grupo 1A. Para retocolite ulcerativa e artrite psoriásica o medicamento não está padronizado, e o acesso passa pelos requisitos do Tema 106 do STJ.
Medicamento biológico não tem genérico, tem biossimilar. No Brasil há cinco biossimilares de ustequinumabe com registro na Anvisa: Wezenla, Epyztek, Yesintek, Uztok e Qoyvolma, todos tendo o Stelara como produto comparador. O mais barato deles tem Preço Fábrica inferior à metade do Stelara na apresentação intravenosa.
Há indicações pediátricas aprovadas na bula vigente, de junho de 2026: psoríase em placas acima de 6 anos, artrite psoriásica a partir de 6 anos, doença de Crohn a partir de 2 anos e retocolite ulcerativa a partir de 6 anos, esta com orientação de cautela abaixo de 12 anos ou de 40 kg. No SUS, o protocolo da doença de Crohn exige 18 anos ou mais para o uso do ustequinumabe, o que é mais restritivo que a bula.
A ANS fixa prazos máximos de resposta e de garantia de atendimento, contados do pedido do beneficiário, e a negativa deve ser entregue por escrito com a justificativa, quando solicitada. Descumprido o prazo, cabe reclamação na ANS, que abre a Notificação de Intermediação Preliminar antes de qualquer discussão judicial.
A negativa por escrito é o documento que demonstra o motivo alegado e a data da recusa, e a data importa porque define qual regime de critérios se aplica ao caso. Sem ela, a contestação depende de outras provas do pedido e da recusa, como protocolos de atendimento e registros de solicitação.
As afirmações sobre cobertura, incorporação e registro desta página vêm das seguintes fontes, consultadas em setembro de 2026:

Elton Fernandes, advogado especialista em Direito da Saúde, professor convidado de pós-graduação da USP, da USP de Ribeirão Preto, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, da Escola Paulista de Direito (EPD) e do Instituto Luiz Mário Moutinho, em Recife. É presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de São Caetano do Sul e autor do livro "Manual de Direito da Saúde Suplementar: direito material e processual em ações contra planos de saúde".
ELTON FERNANDES SOCIEDADE DE ADVOGADOS
22.692.544/0001-02